domingo, 24 de janeiro de 2010

A velha solidão...

A velha casa solitária, não me deixa menos solitária. Mas conseguem perturbar-me.
O tic tac do relógio quebra calmamente o profundo silêncio das noites e isso já não me deixa tão atonita.
O barulho da televisão não me prendem nem uma gota de atenção, e meus olhos calejados já não são mais preocupação...
Não quero que a culpa me arranque o coração. Tão pouco quero ela aqui, porque a culpa é dor, a culpa é medo. A culpa é sangue em mãos e não pode ficar sobrecarregadas em meus ombros.
Tudo isso é como tentar voar com asas quebradas, tantar beber num copo sem água.
E é como tentar correr com os pés cravados no chão... É querer enxergar o mundo de olhos fechados, ou até mesmo disfarçar feridas com curativos. E isso só me faz perceber que ainda falta algo... algo que ainda não vivi. E que não devo ter pressa, mas o anseio invadi minha vontade de viver e isso faz com que o tempo pareça lerdo, lento. É como se o tempo não tivesse tempo para mim...
É razão que se entrega ao meu coração. É sonho que invadi a realidade e me faz parecer louca diante da verdade. É como ter escrito essas palavras numa folha, sem tinta na caneta.

Camila dias de Souza.

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